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Mercado livre de energia na baixa tensão: o que muda até 2027

As datas do decreto que abre o mercado livre para comércio e indústria em baixa tensão, e o que sua empresa pode fazer desde já.

Até pouco tempo atrás, só empresas atendidas em média e alta tensão podiam escolher de quem compram energia. Isso vai mudar: o mercado livre está sendo aberto para os consumidores de baixa tensão, incluindo o comércio e a pequena indústria.

O que o decreto definiu

O Decreto nº 13.097/2026, publicado em agosto de 2026, estabeleceu o cronograma de abertura do mercado livre para a baixa tensão:

  • Indústria e comércio em baixa tensão: a partir de 25 de novembro de 2027.
  • Demais consumidores de baixa tensão, incluindo residências: a partir de 25 de novembro de 2028.

Para esses consumidores, a migração será feita com representação por um comercializador varejista, e a distribuidora precisa ser avisada com pelo menos 90 dias de antecedência. As regras operacionais ainda dependem de normas da ANEEL.

O que muda na prática

No mercado livre, a empresa escolhe o fornecedor, negocia preço e prazo e pode contratar energia de fontes renováveis. A energia continua chegando pela mesma rede, e a distribuidora continua responsável pelos fios e pela manutenção. Na fatura, a parcela de energia passa a seguir o contrato, enquanto o uso da rede continua sendo pago à distribuidora.

Empresas em média ou alta tensão não precisam esperar: elas já podem migrar hoje.

O que sua empresa pode fazer desde já

  • Reunir as faturas dos últimos 12 meses para entender o perfil de consumo.
  • Verificar em qual tensão a empresa é atendida (a informação está na conta de luz).
  • Comparar o custo atual com cenários de mercado livre e de energia solar.
  • Planejar a data de migração, considerando o aviso prévio à distribuidora.

Quem se prepara antes chega à abertura com números na mão e negocia melhor.

Conteúdo informativo, atualizado em novembro de 2026. Não substitui a análise do seu caso.

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